sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Um poema de sonho

“O dia, hoje, foi uma taça plena,
O dia, hoje, foi a imensa onda,
Hoje, foi toda a terra.
Hoje, o mar tempestuoso
Nos levantou num beijo
Tão alto que estremecemos
À luz de um relâmpago
E, atados, descemos

Para submergir sem nos desabraçar.
Hoje nossos corpos se fizeram extensos,
Cresceram até ao limite do mundo
E rolaram fundindo-se
Numa gota
De cera ou meteoro.
Entre nós dois se abriu uma nova porta.”

Pablo Neruda
In “Los versos del Capitán”

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